domingo, 20 de fevereiro de 2011

"COMPREENDENDO A HISTÓRIA DA ESCOLA"


Em 1982, a Sra. Eulália chega ao bairro Granja Portugal, onde não havia estrutura quanto: rede de energia elétrica, rede de telefonia pública, asfalto e saneamento básico. O local no qual a escola está situada era conhecido como favela do Mela-Mela. Diante da necessidade de sobrevivência dessa comunidade, a então moradora inicia o projeto PAC, com o incentivo do Estado, através de ajuda de material escolar e merenda. Foram instaladas duas salas com 40 alunos. Mediante a procura de pais  para matricular seus filhos nesse projeto e a ajuda de voluntários  formou-se a Associação do Conselho Popular da Comunidade Novo Mundo Pioneira. Em meados de maio, de 1986, com uma estrutura física maior foi instalada a creche comunitária Novo Mundo Pioneira (Congregação Religiosa Josefina), para crianças de 06 meses a 07 anos de idade; no regime de tempo integral, com trabalhos voltados para alfabetizar e conscientizar à comunidade. Nesse período, as carteiras profissionais dos voluntários foram assinadas, como prestadores de serviços. A Associação que era composta por 40 moradores, passou a receber repasses da FEBENCE, sem exigências de profissionais qualificados.
 O nome Novo Mundo Pioneira foi sugerido pela irmã Dolores* e democraticamente aceito, utilizando o pioneirismo em busca de novos horizontes e expectativas. Devido  a  demanda por matrículas e  a E.M.E.F. Creusa do Carmo Rocha (E.C.C.R.), não comportar os alunos, a Associação  passou a ser Anexo da  E. C.C. R. em 1998, a partir do Projeto Cogestão, o qual segundo critérios do município, estava dentro dos padrões exigidos. A prefeitura locou o prédio com renovação  dos contratos de serviços prestados anualmente.
  Depois de tornar-se Anexa da E.M.E.F. Creusa do Carmo Rocha,  a referida escola teve a oportunidade de ser constituída por profissionais da  rede municipal de ensino, com uma proposta pedagógica definida. A estrutura passou a ser organizada com acompanhamento de coordenação e professores que, embora ainda com contratos temporários, eram orientados pedagogicamente a partir de um currículo fundamentado na teoria  construtivista.
  Atualmente a comunidade assistida pela escola, ainda encontra-se numa situação de vulnerabilidade  social, sem assistência de políticas públicas, a problemática do saneamento básico ainda existe, o índice de analfabetismo é bastante expressivo.
   Diante da realidade posta, compreende-se que a comunidade não pode ficar sem um espaço escolar, onde se reafirme a sua dignidade e que desfrute de uma escola digna nos padrões exigidos pelo MEC, também humana e que alfabetiza para o “ser gente” que luta, aprende e se emancipa.
  Para que a luta por novos ideais se concretize, faz-se necessário a identificação dessas intencionalidades registradas e o Projeto Político Pedagógico é o instrumental onde serão documentadas todas as ações e metas que se pretende realizar na escola tendo em vista as necessidades da comunidade.

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